Quarta-feira, Setembro 27, 2006

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Tocar os cinco sentidos

“Quem conhece a menina só, que não sai de casa / Amigos, ela não tem / Bonecas, mais de mil”. O refrão da música Menina só, da banda cearense Monophone, abriu o desfile concorrido da Miss Mano, no último dia 13, no Estilo Iguatemi 2006, numa mostra que brincou com os cinco sentidos dos convidados. Tarefa difícil? Imagina! Ao entrar na sala de passarela, as pessoas foram envolvidas por um cheiro de flores que dominava o ambiente. “Essa foi a maneira que encontramos para os espectadores ingressarem no universo da grife”, explica Roberta Arruda, estilista da grife. A sedução continuou. A distribuição de chocolates para a primeira fila adoçou o paladar e o som ao vivo da Monophone embalou a audição. De repente, a modelo Priscila Marques pisou na boca de cena e as peças românticas, inspirada em bonecas, despertaram a visão. “A coleção chama atenção pela delicadeza da renda e da modelagem”, ressalta a estilista. As cores passearam pelos tons pastéis, em verde, azul, nude, marfim, branco e preto. A contemporaneidade assinou o jeans rasgado e frouxo, em fibras trabalhadas em lavanderia. “A coleção foi uma história de amor e encanto ao redor das bonecas. O resultado surpreendeu”, comemora Roberta.

fonte: jornal O Povo


Segunda-feira, Setembro 25, 2006

Eu, teoria

Não é preciso muito. Nunca foi.Por pior que se esteja, "o mundo inteiro vai girar a 20 mil milhas por hora". Não pára para que você conserte sua vida.Ainda que não haja " mais versos ou histórias pra contar", que o poeta tenha morrido e só você chorado, que ainda pareça que foi ontem, solidão é a falta do outro alguém que mude o que você sente. Ou que pelo menos redirecione tanto sentimento. O problema real é a expectativa de quem você procura. Encontre tudo o que quer em alguém que te ofereça e não naquele que precisa mudar para que você se satisfaça. Somos todos "números primos, divisíveis por nós mesmos ou por um. Ímpares". É por isso que sentimos que " mais uma vez foi em vão". Um "Mal- me- quer" infinito. "Não me leve a mal". Faça-me o favor. Faça a si um favor e reconheça que existem pessoas que sabem, sim, ficar felizes por você. Agir como a "menina só que "não sai de casa" é seguro, mas te impede. Sua "bolha só cabe um" a apartir daí e assim você vira uma dízima periódica que só se divide em uma anulação absurda. Acredite. "Não há felicidade se não há a mínima vontade", fato. Cair em agonia é rápido. A mente domina, controla e você perde tudo. Perde a si.Mas a cova é rasa. Dá pé e tem saída. Portanto, comece. Ainda que você pense " eu não sei o quanto eu posso mudar agora", "tanto fez, tanto faz imaginar". "Fórmula perfeita" não tem, mas eu me arrisco a propor uma, por mais irreal que seja: vá no " instinto essencial feito para nos salvar". Vital.Se um "canto que te encanta tanto" te faz sorrir, faça com que a boca tente e diga a um "mundo novo" do outro lado da janela palavras reais. "Vê se toma jeito nesse instante". A vida tem vários sons."Eu falo isso porque eu sei"

Texto escrito por Rebecca Collares

Domingo, Setembro 24, 2006

Poesia, letras de efeito impactante, tenacidade, entusiasmo, técnica e muita sensibilidade são apenas alguns dos importantes elementos que a Monophone deixa transparecer através de seu incrível e belo trabalho.
No começo eu via o pessoal se reunindo pra juntar idéias e criar novos experimentos, algum tempo depois (não muito), eles já estavam se aventurando de forma ousada, fazendo valer a efervescência de sua arte, com uma naturalidade própria de estrelas que brilham despretensiosamente, como o sorriso de uma criança!
Agora que eles vão lançar o CD, eu fico lembrando sobre a ordem cronológica dos acontecimentos e o jeito como isso tudo se deu. Foi magnífico ver como eles em tão pouco tempo juntaram suas idéias e criaram o que a banda é hoje.
Graças ao que esses camaradas trazem no coração e na intensidade de seus movimentos agora temos mais uma força criadora por perto, e ela se chama Monophone.
Marcus Luna